Teste do Olhinho
10 de Novembro de 2005

 


Fotógrafo: Alex Trigo
 

Alterações oculares congênitas já podem ser diagnosticadas em recém-nascidos por meio do exame do Reflexo Vermelho, mais conhecido como Teste do Olhinho. Este é mais um cuidado que a Equipe de Neonatologistas do HMI vem realizando nos bebês ao nascer. Um teste simples, rápido, indolor e barato, que é feito no bebê, nas primeiras horas de vida, no centro obstétrico, para detectar possíveis problemas congênitos e pode evitar sérios problemas de visão.

O exame pode detectar, precocemente, doenças como tumores, catarata congênita, traumas de parto, hemorragias, inflamações/infecções e malformações. Segundo dados estatísticos, essas alterações atingem cerca de 3% dos bebês em todo o mundo. Esses diagnósticos, caso não sejam tratados a tempo, podem levar à perda da visão.

Durante o Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra e sem uso de colírios prévios, é usada uma fonte de luz para se observar o reflexo que vem das pupilas. O reflexo vermelho normal (em tons de vermelho, laranja ou amarelo, dependendo da incidência de luz e da pigmentação da retina) significa que as principais estruturas internas do olho (córnea, câmara anterior, íris, pupila, cristalino, humor vítreo e retina) estão transparentes, permitindo que a retina seja atingida de forma normal. Já quando está alterado, geralmente não se observa o reflexo ou a qualidade dele é ruim.

O Teste do Olhinho também pode ser feito em ambas as pupilas simultaneamente e a comparação dos reflexos pode fornecer informações sobre outros problemas oculares, como por exemplo diferenças de grau entre os dois olhos e estrabismo.

A exemplo do Exame do Pezinho e o Teste do Ouvidinho, o Teste do Olhinho também agrega a este conjunto de exames profiláticos do bebê na rotina hospitalar no HMI.

 

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