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Considerado o
maior do setor público em número de partos do Estado, hospital
alia tecnologia moderna ao atendimento humanizado
Em média, são 480
partos e 1,3 mil exames pré-natais realizados mensalmente. É o
único hospital público, em São Paulo, com UTI adulta
especializada em assistência à gestante. O Hospital Maternidade
Interlagos utiliza tecnologia de ponta para oferecer atendimento
humanizado da melhor qualidade.
As crianças que
nascem com icterícia, por exemplo, não sofrem com picadas de
agulha, para exames de sangue, no controle da doença. A
maternidade usa o bilirubinômetro - aparelho que faz o
diagnóstico de maneira indolor. "Não é invasivo como os outros,
pois não há necessidade de se coletar o sangue do bebê. Mede o
grau de icterícia por meio de um eletrodo que entra em contato
com a pele", explica o diretor do hospital, Ricardo Wady Gebrim.
Os bebês passam
também por sofisticado teste de audição. O equipamento de
emissão de ondas otoacústicas permite o diagnóstico precoce de
problemas auditivos. "Normalmente são identificados quando a
criança tem três ou quatro anos de idade. Com a nova tecnologia
podemos saber, em poucos dias de vida, a existência de alguma
anomalia", esclarece Gebrim.
A cardiotocografia
é outro tipo de exame de ponta, modalidade de eletrocardiograma
realizado no feto. Exames podem ser feitos com o ultra-som para
medicina fetal e obter dados minuciosos do bebê. Um outro
aparelho, portátil, pode ser usado com a mesma finalidade até
mesmo na sala de parto. "Caso a paciente entre em trabalho de
parto na enfermaria, por exemplo, o aparelho pode ser
transportado. E a futura mamãe não precisa sair do leito para
realizar o exame".
A maternidade
dispõe, ainda, de instrumento de cirurgia de alta-freqüência,
que funciona como um bisturi elétrico aprimorado no tratamento
de patologias pré-cancerosas, especificamente no colo de útero.
Dispensa internação, possibilita o diagnóstico precoce e pode
ser utilizado em cirurgias ambulatoriais.
Aparelho
odontológico portátil permite o tratamento dentário das mães
internadas no próprio leito. O atendimento é feito duas vezes
por semana. "Temos o serviço de saúde bucal no pré-natal e
também o emergencial. É comum que os dentes das grávidas
descalcifiquem. Isso facilita o aparecimento de infecções, que
podem desencadear o trabalho de parto, por isso a importância
desse serviço", afirma o diretor.
Mães adotivas -
Uma iniciativa que vem merecendo atenção é o Programa de
Aleitamento Materno: Acolhendo mães adotivas (PRAMAMA) pelo
banco de leite do hospital. Conta com equipe multidisciplinar
formada por assistentes sociais, enfermeiras, médicos,
psicólogas, nutricionistas e auxiliares de enfermagem. Objetiva
promover, apoiar e assegurar o direito à amamentação para as
mães adotivas. Entre as inúmeras vantagens e benefícios da
amamentação podem ser ressaltada a proteção contra as doenças e
o fortalecimento do vínculo mãe-bebê. Uma vez que essas mulheres
não passaram pelo processo de gestação, isso se torna relevante
para a saúde psíquica de ambos.
O processo
consiste em pôr a criança no peito para sugar, ao mesmo tempo
que uma sonda externa é fixada no mamilo. A outra extremidade da
sonda é mergulhada em recipiente contendo leite artificial. A
criança alimenta-se pela sonda e, à medida que suga o seio,
estimula a produção láctea. Quando a mama começa a produzir, o
volume de leite oferecido por meio da sonda é lentamente
diminuído. Durante todo processo há o acompanhamento da evolução
clínica da mãe e do bebê.
A mãe adotiva
poderá se inscrever receber a criança, porém, é necessário que o
processo de adoção tenha sido realizado pêlos órgãos
competentes; que a mãe já tenha recebido o bebê e que ambos
tenham o resultado da sorologia negativa para HIV. Em 2001, o
hospital recebeu o título Hospital Amigo da Criança, concedido
pelo Ministério da Saúde e Fundo das Nações Unidas para a
Infância (UNICEF), dado o empenho em prol da amamentação.
Joice Henrique
Da Agência Imprensa Oficial
Matéria publicada
no Diário oficial Poder Executivo
Volume 115-Número 77
São Paulo, quarta-feira, 27 de abril de 2005
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