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A Maternidade
Interlagos, na Zona Sul, nem parece hospital público. Lá, os
funcionários são sempre atenciosos, as mães recebem tratamento
especial e os bebês têm à disposição equipamentos da última
geração.
Nenhuma criança
que nasce com icterícia, por exemplo, precisa ser furada para
fazer os exames de sangue que controlam o grau da doença. Há um
mês, a maternidade usa o Bilirubinômetro- um aparelho que mede o
nível de icterícia por meio de um eletrodo que entra em contato
com a pele. Longe das agulhas, os recém-nascidos ficam calmos e
respondem ainda melhor ao tratamento indicado.
Os bebês que
passam por lá também passam por sofisticados testes de audição.
Há quinze dias, o aparelho de emissão de ondas Oto-acústicas
diagnostica precocemente problemas como surdez. O exame só
existia em algumas maternidades particulares.
“Estamos sempre
melhorando”, diz o diretor do hospital, Ricardo Gebrim. “Fazemos
questão de que as famílias atendidas aqui tenham o mesmo
tratamento da rede particular. Não é porque é pobre que não tem
direito a bom atendimento”.
O segredo para
manter o hospital modernizado e com funcionários atualizados é
definir prioridades. “É só usar bem o dinheiro público que o
atendimento do SUS se torna de primeira”. As grávidas que querem
ter o seu bebê na maternidade devem fazer todo o pré-natal lá.
Jornal da
Tarde-26/03/05 -
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